Publicado 11 jun 2016 | POR Maico Jaru Online

O preço do machismo: cantor Biel perde trabalhos, tocha olímpica e tem sua música retirada de novela

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A mensagem feminina das ruas é cristalina: machistas não passarão. O fim da violência e da opressão derivadas de culturas e hábitos machistas é tão urgente que as consequências e conquistas da justa luta das mulheres podem ser sentidas e assistidas ao vivo, enquanto a luta se dá – aí está o jovem MC Biel para comprovar.

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Biel estava a caminho de se tornar o mais novo e imbatível produto teen pop, mas uma sucessão de declarações machistas mostrou como os tempos estão mudando. Durante uma entrevista ao Portal Ig, o MC decidiu que era uma boa ideia assediar a repórter, chamando-a de “gostosinha” e dizendo que se a “pegasse” ele a “quebraria no meio”. Gravações e testemunhas comprovam que o assédio aconteceu em diversos outros momentos da conversa.

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A repórter denunciou o cantor, e as reações foram intensas e velozes. Biel tentou sem muita habilidade minimizar o caso, mas já era tarde: o convite para carregar a tocha olímpica em Fortaleza foi retirado, assim como diversas participações em programas da TV Globo, e até mesmo uma de suas músicas foi temporariamente suspensa da programação do canal. Boatos indicam que o cantor teria perdido um contrato com a Coca-Cola. Em um vídeo sério, já sob o grave efeito dos fatos, ele pede desculpas a todos. Depois do pedido, no entanto, outra repórter, do Portal da Música, veio a público revelar que também foi assediada pelo cantor.

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O que será de Biel, só o tempo dirá, mas a luta das mulheres certamente não é passageira. Basta um tantinho de empatia, inteligência e senso de justiça para entender que é fundamental que esses hábitos antes tão naturais sejam sim apontados e rejeitados com rapidez exemplar.

Em sua clássica canção de 1964 The Times They Are A-Changin’ (Os tempos estão mudando) Bob Dylan canta: “Então é melhor começar a nadar/ou você afundará feito uma pedra/pois os tempos estão mudando”. Adaptando as palavras de Dylan para o direto ao ponto e a gravidade do contexto atual e das consequências do machismo, a mensagem é uma só: é melhor começar a mudar, pois machistas não passarão.

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